domingo, 21 de fevereiro de 2010

Passado

Nada mais tem o mesmo sentido de antes,palavras que antes saiam do lápis com tanta beleza e mestria,hoje saem com menos cor,pulam com menos leveza,parecem pesos atirados no papel,como um tapa se repousa em um rosto.Talvez as manhãs e as tardes não me ajudam mais,a noite com sua dança viuva e obscura não me doi como antes,não acaba com aquele nó na garganta como antes.Os começos e os fins dos dias não significam nada aos meus olhos,minha poesia,ou seja como pretender chamar,não filtram as aparencias e essencias de cada segundo que o relogio marca.Acredito não serem os objetos e fenomenos que me cercam os culpados por essa sensação de gasto,acredito que sejam minhas feridas ainda insistem em continuar abertas e procuram afetar os dois maiores orgãos de maior importancia e dor,ou quem sabe não seja a cicatrização de cada uma,deixando uma certa frieza de um tudo,um certo 'deixa estar' escrito em letras maiusculas deixadas no meio do caminho,jogados em um porão qualquer,esquecido como...uma vida,um passado,que persiste em não voltar,não ser teu presente,jamais nosso futuro.
Dizem que a esperança é uma semente que plantamos,que deve ser tratada como tal;todos os dias alimentando-a,regando-a,acompanhando-a de perto.Nós somos simplesmente agricultores disso,uma semente que,por mais complexa que pareça ser,possui dois finais apenas;crescimento e morte.Há vezes que a ultima venha antes do que é previsto,a semente não cresce,seu aprodecimento não cede,o sucesso nunca chega.Nesses casos o ato mais sensato,por assim dizer pelos insensatos,é abandona-la em meio a milhões de outros grãos que caem do bolso durante inumeras turbulencias durante o caminho.O correto seria reaprender a cultiva-la,conquistar o crescimento,esperar pelo afloramento,mas tudo oq fazemos é ignora-la.
O ser humano talvez seja o mais burro dos animais,contrariando a biologia,o ato de pensar nem sempre significa um fenomeno de inteligencia comprovada,inteligente é o fato de pensarmos.Pensar e pensar,nem sempre dizem as mesmas coisa,mas isso não vem ao caso.Nada nunca vem ao caso quando queremos esquecer,mas ao mesmo tempo queremos lembrar.
Eu sempre pensei que só existiam duas realidades na vida,que tudo era simples como as palavras de um conselho,mas quem disse que a estrada tem que ser plana?não existe constancia em nada...Então porque na vida tem que te-la?
Há quem diga que no meio da estrada existem atalhos,ou pontes qe possam melhorar a caminhada,que são como desejos sonhados e guardados nos lugares de maior importancia de nós.
Se assim dizem...então eu quero minha ponte novamente em minha estrada.

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